Postagens

Pensar como os antropos: magia-religião, ciência e senso comum

Autor: Felipe de S.P                      Há três lógicas de pensamento humano muito conhecidas, a mágico-religiosa, a científica e o senso comum, e, embora a base de formação seja a mesma, o conhecimento, diferem quanto à maneira de construí-lo. E é a explicação de suas particularidades o assunto principal dessa postagem. Claude Lévi-Strauss, antropólogo francês, em sua obra, intitulada, “O pensamento selvagem”, precisamente, em seu primeiro capítulo, “A ciência do concreto, examina bem a distinção entre as duas primeiras, e é a fonte utilizada aqui para pensa-las, já o último tipo, o senso comum, terá sua argumentação conduzida a partir das teorizações da antropologia de viés interpretativo de Clifford Geertz, exatamente, estruturada no capítulo “O senso comum como um sistema cultural”, componente do livro “O saber local: novos ensaios em antropologia interpretativa.   ...

O medo e as mudanças sociais na pandemia de coronavírus

Autor: Felipe de S.P              Norbert Elias, escrevi semana passada, teoriza a respeito dos processos psíquicos e sociais que, em nossa sociedade ocidental moderna, afasta os moribundos e os idosos de nossas vistas em razão do medo da morte. O humano, a única espécie animal ciente de sua finitude, individualiza-se, construindo um mundo interior separado do exterior, e em sociedade constrói ritos, procedimentos e técnicas para afastar a sua sombra. E, como eles variam de acordo com a cultura, em nosso caso podemos listar algumas instituições cujas ações voltam-se para essas questões: as ciências, as igrejas, os hospitais, os asilos e, em último caso, os cemitérios.             Essas instituições, como constructos culturais, concebem relações entre si mesmo pertencendo a esferas diferentes, não é incomum, por exemplo, encontrarmos capelas em hospitais ou embates e...

Paulistanos põem em risco profissionais de saúde por causa do novo coronavírus

  Autor: Felipe de S.P          As sociedades ocidentais avançaram no combate aos problemas de saúde surgidos de condições insalubres de vida. Se por um lado, os pesquisadores científicos criaram uma série de técnicas e procedimentos para diminuir os riscos de contaminação, por outro, a aplicação delas, por parte do poder público, obedece à interesses distintos ao longo da história, cujos resultados observam-se na forma desigual como a estrutura de saneamento básico, por exemplo, encontra-se distribuídos na capital paulista. A essas questões, não podemos esquecer, juntam-se, também, as maneiras como a população no geral, e o seu conjunto de grupos de múltiplos interesses, reage as diferentes situações cotidianas ou extraordinárias, como é o caso experimentado com a pandemia do novo coronavírus. De maneira geral: os centros de pesquisa, nacionais e internacionais, correm para entender o vírus e produzir contraposições à ele; os govern...